quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Governo usa verba pública para promover vídeo a favor da descriminalização do aborto

Retirado de: Aci digital


Após o anúncio de uma a parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, de um estudo que visa a descriminalização da prática do aborto, atualmente condenada pela lei brasileira, que custará R$ 121 mil Reais, uma reportagem feita pela Canção Nova volta a denunciar o uso de verba pública para promoção desta prática anti-vida no país. A matéria feita denuncia que o documentário “Fim do silêncio”, que reúne depoimentos de mulheres que praticaram o aborto há oito anos, foi custeado com verba pública, tendo recebido 80 mil Reais da pasta do Ministério da Saúde, apesar de que 7 em cada 10 cidadãos brasileiros, de quem provêem os impostos, são contrários ao aborto e à sua legalização.



O projeto “Fim do Silêncio”, segundo a própria página web do documentário abortista , feito pela diretora Thereza Jessouron, apresenta depoimentos de mulheres de idades, classes sociais e estados brasileiros diversos, como Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Na produção, as entrevistadas falam abertamente, sem esconder o rosto nem a identidade, como e porque fizeram o aborto. Fim do Silêncio foi financiado pelo Selo Fiocruz Vídeo, que busca popularizar e democratizar o acesso da população ao conhecimento dos principais problemas de saúde pública do Brasil”.

Em fevereiro o órgão vai distribuir 2.000 DVDs a escolas e outras entidades feministas, afirma o jornal O Globo.

Segundo explica o vídeo da Canção Nova, após 8 anos, pela lei brasileira, o crime do aborto prescreve, ou seja, estas mulheres já não podem ser processadas por terem abortado.

Segundo a própria diretora do projeto “Fim do silêncio”, o objetivo deste é muito específico:

“O documentário claramente é a favor da descriminalização do aborto”, disse Jessouron ao Globo.

No vídeo da CN, o diretor do selo de Vídeo da Fiocruz, Umberto Trigueiro Lima, que defende o projeto afirmando que “a questão da mortalidade materna ligada ao aborto é uma das questões graves da saúde pública no nosso país”. O que o diretor parece ignorar é que segundo os dados oficiais do SUS, órgão também vinculado ao Ministério da Saúde, o aborto está entre as últimas causas de mortalidade materna no Brasil.

Em um recente vídeo o Padre pela vida, o sacerdote Berardo Graz, coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, denuncia a falsidade do argumento. Segundo o “Padre Pela Vida” das 1.590 mortes maternas registradas pelo DataSUS no período 2007 “só 200” foram por causa de aborto”. E isso, tratando-se de “aborto ainda não especificado, porque dentre destas 200, várias morrem por aborto espontâneo”, ou por alguma patologia da reprodução como por exemplo, a gravidez ectópica”. “Na realidade vítimas de morte por aborto clandestino ou aborto provocado não chegam a 100, ou até menos”, assevera o sacerdote, assegurando que “dentre todas as causas de morte de mulheres, o aborto é a última”. 

O advogado Paulo Leão rebate os argumentos de Trigueiro Lima afirmando que “a saúde não pode ser pensada sob um único ponto de vista”, ou seja o das mães.

Para Leão, os argumentos dos defensores do aborto deixam de considerar a saúde da criança em desenvolvimento no útero materno: “Não nos esquecemos que aborto é matar um ser humano na sua fase inicial de vida. É provocar a morte. É matar intencionalmente um ser humano inocente, indefeso e não contribuir em nada com o problema (da saúde pública), o que é pior, usando verba pública do cidadão, dos impostos”, afirmou o advogado.

O Deputado Federal Otávio Leite da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no Congresso afirma que a política de saúde do governo Lula está equivocada. 

Para o deputado, “É verificar que o Estado Brasileiro está adotando um caminho completamente contraditório ao que seja saúde pública. Saúde pública é valorizar a vida!”, afirmou.

A vida é uma questão de princípio e não de maioria, adverte o vídeo da Canção Nova, recordando que apesar de que 7 em cada 10 cidadãos brasileiros são contrários à descriminalização do aborto, o governo siga usando o dinheiro dos seus impostos para promover projetos deste tipo, quando existem outras tantas prioridades de saúde pública que não estão sendo atendidas.

Por outra parte, Dom Wilson Tadeu, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, afirma que “a vida está em jogo e aqui nós devemos nos manifestar” e adverte aos defensores da vida que é preciso “reagir”.

"Quando a vida é banalizada desta forma, isso nos revolta", afirmou o prelado.

Em declarações ao Globo, Dom Wilson lamenta o uso de dinheiro público para a um filme que defende “posições pessoais do Ministro da Saúde”, José Gomes Temporão.

Para assistir a reportagem da Canção Nova, confira:
http://www.youtube.com/watch?v=lv9yi84a1PI&feature=player_embedded

Para ver o vídeo do Pe. Berardo Graz, acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=mvvfe0YOwf4&feature=player_embedded

Para ver o estudo encomendado à FIOCRUZ que promove a descriminalização do aborto, leia também:
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20379


Resportagem da Canção Nova

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Padre Pio de Pietrelcina

“Se Deus permite que você vacile em alguma fraqueza, não é porque te abandonou; ao contrário, Ele está lhe fortalecendo na humildade e na vigilância.” 
(Padre Pio de Pietrelcina)
Entrevista com Monsenhor Guido Marini


Para o mestre das Cerimônias Pontifícias do Santo Padre, a liturgia está intrinsicamente ligada à espiritualidade - e isso se reflete nas postulações e considerações do Papa Bento XVI sobre o tema. Nesta entrevista exclusiva a Gaudium Press, em Roma, mons. Guido Marini fala sobre reforma, justificação e fidelidade litúrgica.
Gaudium Press - Como a Igreja católica entende a liturgia depois do Concílio Vaticano II? Qual é o sentido, o coração da liturgia? O Santo Padre durante sua recente viagem à Inglaterra, na Catedral de Westminster falou sobre a dimensão do sacrifício.
Creio que haja dois aspectos da celebração eucarística onde um deve estar junto ao outro. Porque como se diz também nos documentos do magistério, a Missa é a renovação do sacrifício do Senhor e, ao mesmo tempo, é também o momento, o lugar no qual este sacrifício se comunica a nós através do sinal da convicção. Por isso, eu creio que haja dois elementos, ambos fundamentais para a compreensão da celebração eucarística. Creio também que a dimensão sacrifical é uma dimensão de fundação. Porque se não houvesse o sacrifício redentor, não existiria nem mesmo a possibilidade de comunicar este sacrifício e assim entrar em comunhão com a salvação que nos foi dada pelo Senhor Jesus. Eu creio que isto seja a visão que a Igreja nos transmite através de seu ensinamento e que nos leva ao coração autêntico da liturgia.
Monsenhor Guido Marini
 auxiliando o Santo Padre em cerimônia
GP - O Santo Padre se refere também brevemente à questão da justificação. Sempre falando sobre liturgia, como a Igreja Católica apresenta o tema da justificação em Cristo?
No âmbito da liturgia, justamente porque repropõe, apresenta, atualiza o mistério da salvação, isto é, do Senhor que morreu e ressuscitou por nós, se apresenta também como o momento da justificação da humanidade e do homem. Porque nós sabemos que o homem é salvo justamente em virtude deste mistério de morte e ressurreição. É claro que depois cada um deve se apropriar pessoalmente, subjetivamente, dessa justificação que foi dada. E então me parece que sejam os dois aspectos de novo importantes, ambos fundamentais da participação na liturgia. De uma parte vem um dom, que é o dom da salvação e portanto o mistério que se renova. Por outro lado este dom deve ser porém acolhido na vida de cada um e deve tornar-se vida da vida. Então, há sempre esta relação entre dom e responsabilidade, justificação dada e justificação acolhida na própria vida pessoal.
GP - O então professor Ratzinger nos seus escritos fala na reforma da reforma da liturgia. Como o senhor vê esta exigência das reformas, das mudanças na liturgia? De fato, algumas mudanças já foram introduzidas pelo Santo Padre Bento XVI.
Quando às vezes se fala e se usa este termo "reforma da reforma", se arrisca a ser "mal entendido". Porque nem todos o entendem da mesma maneira e nem todos o captam do mesmo modo. Eu creio que, além das frases feitas, aquilo que é importante é que a reforma que o Concílio Vaticano II iniciou seja efetivamente realizada em modo completo segundo os ensinamentos do Concílio, que colocam a liturgia em uma continuidade com toda a sua tradição no mesmo tempo com o critério de desenvolvimento orgânico. Como deve ser sempre na vida da Igreja. A atuação prática da reforma depois do Vaticano II não está sempre feliz. Exatamente por isto que talvez seja necessário fazer alguma correção, alguma mudança, alguma melhoria justamente para atuar em modo completo as indicações do Concílio e fazê-las de forma que pareça cada vez mais claro com o desenvolvimento da liturgia da Igreja e se coloque em orgânica continuidade com a que a precedeu.
GP - Uma das indicações do Concílio Vaticano II não realizada na prática foi o desejo de um movimento litúrgico dentro da Igreja, principalmente na Alemanha e na França. Agora como se vê esta exigência na pastoral litúrgica?
O próprio Papa ainda cardeal havia desejado um renovado movimento litúrgico que pudesse criar as condições, as bases para o desenvolvimento interior, aprofundamento da vida litúrgica da Igreja. Assim como foi antes do Concílio Vaticano II. Aqui também há diversos modos de ver, de estender as relações entre o movimento litúrgico antes do Concílio com este movimento litúrgico que continua ainda agora que se gostaria que fosse ainda mais significativo, talvez renovado. Eu creio que a vida litúrgica da Igreja conhece um florescimento sempre que há um terreno que seja capaz de fazer florescer. Então creio que seja importante o amor à liturgia e também o viver a liturgia com fidelidade a indicações da Igreja, a fim de se tornar de algum modo aquele grande movimento litúrgico que depois pode trazer frutos para a vida litúrgica da Igreja.
GP - O Santo Padre durante sua audiência geral de 29 de setembro disse que "A Liturgia é uma grande escola da espiritualidade". O que queria dizer o Santo Padre?
Creio que ele queria dizer que a espiritualidade cristã nasce da liturgia e cresce com a liturgia. Acredito que não seja imaginável a espiritualidade fora do contexto litúrgico. Justamente porque é da liturgia que nós obtemos a graça que nos salva e é na liturgia que nós crescemos dentro desta graça que nos salva. Nós encontramos o Senhor vivo, presente na Igreja operante na sua Igreja em modo mais alto justamente na liturgia. Então, se isto faltasse, então de verdade faltaria a fonte, a força para qualquer espiritualidade. Uma verdadeira vida espiritual, um crescimento da vida espiritual, um caminho intimamente espiritual só é possível em relação com a liturgia.
Anna Artymiak

Indulgencias

Fonte: www.padredemetrio.com.br
2 de novembro de 2010

Terminando este dia de finados, deixo estas breves linhas para recordá-los da graça que a Santa Igreja nos concede de lucrar indulgências plenárias para os nossos falecidos:
"Ao fiel que visita devotamente o cemitério e reza, ainda que apenas mentalmente, pelos defuntos, concede-se a indulgência, aplicável somente às almas do Purgatório. Esta indulgência é plenária do dia 1º a 8 de novembro, parcial nos outros dias do ano.
Quanto às condições, lembra-nos o supracitado Enchiridion Indulgentiarum:

"Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado, até    venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística, e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

"Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência plenária.

"As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita.

"Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos ‘impedidos’.

"A condição de se rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.
Lembremos que “rezar pelos falecidos” é uma das sete obras de misericórdia espirituais. Aproveitemos este tesouro para nossas benditas almas do purgatório. Quando contemplarem a Deus face a face, certamente nos darão uma grande ajuda aqui na terra…

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Relexão: A caminhada

Imagine você andando numa estrada com Jesus, e vocês vão conversando, comentando sobre a vida, você falando de tudo e ELE te contando histórias de Deus, de um jeito que só um pai contaria, enfim vocês – juntos -  neste maravilhoso momento, que parece que nunca vai acabar, parece eterno, é único! A felicidade transbordando como se fosse uma cachoeira. Nas cascatas do seu coração.
 Mas de repente como num piscar de olhos, tudo começa a ficar meio turvo e você vai se afastado de Jesus e num repentino tropeço, você  cai, e ferido começa a sangrar, mas você nem esquenta com o ferimento por que é pequeno, apenas um raladinho, não ia acontecer nada de mais. Porém, você insiste em andar, mas, as condições de visão são péssimas e a teimosia toma conta de você.
Mais a frente você cai de novo e a ferida que era pequena torna-se grande e a situação começa a ficar preocupante, porém você continua a tentar seguir em frente, não está nem ai com seu ferimento, você só quer saber de seguir, e seguir.
Em frente você não consegue mais continuar, você cai de uma vez sem chance de reerguer-se, seus olhos começam a fechar-se, quando a sua frente, você vê um vulto que vem em sua direção, regredindo.
Neste exato momento - você quase desacordado, deitado sobre as próprias lagrimas no chão -, Ele o pega  pela mão, lhe cura as feridas e te põe no colo. Momentos depois você acorda e ao ver o caminho sem nenhuma turves e seus ferimentos curados. Com um leve movimento de olhar para cima você percebe que Jesus te olha - e te ama naquele momento, do mesmo modo que te amou quando te encontrou sujo,ferido e humilhado – e Ele olhando pra você sorrindo, com um sorriso tão irradiante, que  te inquieta. Então você LHE faz uma pergunta:
Por que você voltou para me buscar?
Jesus lhe respondeu:
Eu voltei pra te resgatar e voltar a andar ao meu lado. Eu te amo meu filho, não importa o que aconteça, Eu te amo!


Douglas Couto (Nenego)

Escolhas

Conclusão de uma longa e maravilhosa conversa de MSN...

Giselle Estupinhã diz:

"vc sabe o que foi preciso para que eu estivesse aqui hoje falando com vc?
 rs
 só para dar uma pitada...
 rs
 Tudo! desde a criação do mundo
 mas para não alongar muito
 rsrs
 vi meu primo na igreja servindo, achei bonito, quis ser tb...
 ele saiu, eu entrei...
 conhecia pessoas que eram tb, fiz amigos
 e tantas coisas me trouxeram até aqui
 talvez se ele não fosse meu primo, talvez se ele não fosse leitor?... eu não estaria aqui falando com vc agora?!"

É meu querido, pense bem nas suas escolhas, pois elas podem mudar completamente a sua vida e a vida de outros. 

Piercings trocados por rosários

Janeiro de 2009, Prof. Felipe Aquino 

Um grupo de jovens católicos iniciou, em  Roma,  um trabalho de evangelização que consiste em oferecer aos jovens rosários em troca de piercings. É a Associação Papaboys, que fica num bairro próximo ao Vaticano; eles já acumulam mais de mil piercings de formatos, cores e tamanhos diferentes.
“Vamos derreter tudo e criar um coração em homenagem a Maria, mãe de Jesus”, disse à BBC Brasil Daniele Venturi, presidente da associação. “Queremos que esses jovens encontrem o caminho da verdade”.
Esses jovens católicos vão pelas ruas da capital da Itália oferecendo aos jovens o rosário em troca do piercing, dizendo: “Me dá teu piercing em troca de um rosário. Vamos rezar juntos”? E “Para que colocar mais um peso na cabeça? Larga este ferro. Te liberta”.
A presidente da referida associação afirma que os Papaboys não iniciaram uma guerra contra os piercings, mas que apenas encontraram uma maneira divertida de se aproximarem dos jovens e trazê-los para Deus.
A associação foi criada depois do Jubileu da Juventude, evento realizado em Roma, em 2000, que reuniu mais de dois milhões de jovens. O nome escolhido é o mesmo que eram chamados os jovens que seguiam o Papa João Paulo II nas Jornadas Mundiais da Juventude, realizadas desde 1985, evento conhecido como “Woodstock católico” – em uma alusão ao célebre festival americano da década de 60. A associação conta com 10 mil jovens filiados em todas as regiões italianas.
“João Paulo II é o nosso principal inspirador. A coisa mais linda que ele ensinou aos jovens de todo o mundo é saber reconhecer a figura de Cristo no rosto de todas as pessoas”, ressalta Venturi.
“É uma brincadeira”, afirma ela. “Achamos que os jovens vivem pressionados por seguir a moda neste mundo em que tudo gira velozmente. Propomos um ferro diferente do piercing: um rosário, que é muito mais profundo, pode libertá-los e aumentar a potência dos seus corações”.
Na avaliação dos Papaboys, o piercing é trocado em nome de uma nova amizade. Afinal, todos aqueles que abandonam o adorno são convidados para participar da associação. “Jesus e os apóstolos formavam um grupo de amigos”, diz Venturi. “Os Papaboys também”. Eles chegam pedindo o piercing e acabam convidando as meninas para participar de um grupo de oração. Os rapazes podem também integrar o time de futebol da associação.
O estudante Michele Biaggio, de 22 anos, dá o seu testemunho quando foi abordado. “Achei que era uma brincadeira e tirei o piercing que tinha no lábio dando muitas gargalhadas. Só descobri que era era sério quando eles me mostraram o rosário”, relata. “Gosto da iniciativa. Gosto de saber que tem alguém preocupado com os jovens católicos” (Fonte: www.bbcbrasil.com)
Os médicos dermatologistas chamam a atenção para o perigo do piercing transmitir doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isso acontece porque frequentemente os que realizam a introdução do piercing, fazem a tatuagem ou a automutilação do corpo não tomam as necessárias cautelas higiênicas. Verifica-se que em cada cinco um adolescente é contagiado assim, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas. Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, lábios, e até nos órgãos genitais, o que mostra um comportamento exótico e excêntrico. Às vezes são usados vários anéis fixados através do pavilhão da orelha, e que podem acarretar necrose da cartilagem. O jovem cristão não precisa disso.
“Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos. Aos pais compete incutir aos filhos uma escala de valores que esteja acima de modismos e ondas do momento, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes” (D. Estevão Bettencourt)

ESCALA DE NOVEMBRO

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A festa de todos os Santos

A celebração da festa de todos os Santos


Neste dia a Igreja militante honra a Igreja triunfante -profº Felipe Aquino

No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque que os celtas ingleses - pagãos -, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).
Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão". "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)
Esta imensa multidão de 144 mil, que está diante do Cordeiro, compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso, a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.
Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número doze e o número mil significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro 'Relação dos Santos e Beatos da Igreja', eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5mil dos mais importantes; e os coloquei em ordem alfabética.
A "Lúmen Gentium" do Vaticano II lembra que: "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956).
Na hora da morte, São Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.
O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita” (§2692).
A marca dos santos são as bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso, este trecho do Evangelho de São Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os santos viveram todas as virtudes e, por isso, são exemplos de como seguir Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.
Esta 'Solenidade de Todos os Santos' vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.
Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).
O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual da oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse São Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” (Hom. in Cant. 8).