domingo, 23 de janeiro de 2011

Diário de Maria - Adriana




Diário De Maria

Adriana

Composição: DR; Versão: Verônica Firmino
Olho nos teus olhos
E em meio a tanto pranto
Parece mentira que o crucificaram
Que és o pequeno, que eu embalei
Que adormecia tão logo em meus braços
Aquele que sorria ao olhar o céu
E quando rezava ficava sério
Sobre este madeiro vejo o pequeno
Que entre os doutores falava no Templo
Que quando perguntei, respondeu com calma
Que se encarregava dos assuntos de Deus
Esse mesmo menino que está na cruz
O Rei dos homens se chama Jesus
Esse mesmo homem já não era um menino
Quando naquelas bodas lhe pedi mais vinho
Que alimentou tantas pessoas
E aos pobres e enfermos os olhou de frente
Sorriu com aqueles a quem tanto amou
E chorou em silêncio ao morrer seu amigo
Já cai a tarde, o céu fica nublado
Logo voltarás ao teu Pai eterno
Dorme pequeno, dorme meu menino
A quem eu entreguei todo meu carinho!
Como em Nazaré, naquela manhã:
"Eis aqui tua serva
Eis aqui tua escrava"

Inquisição: uma história não contada

Um bom vídeo para entender um pouco mais da Inquisição em seu contexto:


Sugiro também a leitura de um artigo do saudoso D. Estevão, cujo trecho destaco abaixo:
Procuremos agora formular um juízo sobre a Inquisição Medieval. Não é necessário ao católico justificar tudo que, em nome desta, foi feito. É preciso, porém, que se entendam as intenções e a mentalidade que moveram a autoridade eclesiástica a instituir a Inquisição. Estas intenções, dentro do quadro de pensamento da Idade Média, eram legítimas e, diríamos até, deviam parecer aos medievais inspiradas por santo zelo. Podem-se reduzir a quatro os fatores que influíram decisivamente no surto e no andamento da Inquisição:
1) Os medievais tinham profunda consciência do valor da alma e dos bens espirituais. Tão grande era o amor à fé (esteio da vida espiritual) que se considerava a deturpação da fé pela heresia como um dos maiores crimes que o homem pudesse cometer (notem-se os textos de São Tomás e do Imperador Frederico II atrás citados); essa fé era tão viva e espontânea que dificilmente se admitiria viesse alguém a negar com boas intenções um só dos artigos do Credo.
2) As categorias de justiça na Idade Média eram um tanto diferentes das nossas: Havia muito mais espontaneidade (que às vezes equivalia a rudez) na defesa dos direitos. Pode-se dizer que os medievais, no caso, seguiam mais o rigor da lógica do que a ternura dos sentimentos; o raciocínio abstrato e rígido neles prevalecia por vezes sobre o senso psicológico (nos tempos atuais verifica-se quase o contrário: Muito se apela para a psicologia e o sentimento, pouco se segue a lógica; os homens modernos não acreditam muito em princípios perenes; tendem a tudo julgar segundo critérios relativos e relativistas, critérios de moda e de preferência subjetiva).
3) A intervenção do poder secular exerceu profunda influência no desenvolvimento da inquisição. As autoridades civis anteciparam-se na aplicação da forma física e da pena de morte aos hereges; instigaram a autoridade eclesiástica para que agisse energicamente; provocaram certos abusos motivados pela cobiça de vantagens políticas ou materiais. De resto, o poder espiritual e o temporal na Idade Média estavam, ao menos em tese, tão unidos entre si que lhes parecia normal, recorressem um ao outro em tudo que dissesse respeito ao bem comum. A partir dos inícios do Séc. XIV a lnquisição foi sendo mais explorada pelos monarcas, que dela se serviam para promover seus interesses particulares, subtraindo-a às diretivas do poder eclesiástico, até mesmo encaminhando-a contra este; é o que aparece claramente no Processo Inquisitório dos Templários, movido por Filipe o Belo da França (1.285-1.314) à revelia do Papa Clemente V. (cf. capítulo 25)
4) Não se negará a fraqueza humana de Inquisidores e de oficiais seus colaboradores. Não seria Iícito, porém, dizer que a suprema autoridade da Igreja tenha pactuado com esses fatos de fraqueza; ao contrário, tem-se o testemunho de numerosos protestos enviados pelos Papas e Concílios a tais ou tais oficiais, contra tais leis e tais atitudes inquisitoriais. As declarações oficiais da Igreja concernentes à Inquisição se enquadram bem dentro das categorias da justiça medieval; a injustiça se verificou na execução concreta das leis. Diz-se, de resto, que cada época da história apresenta ao observador um enigma próprio na Antigüidade remota, o que surpreende são os desumanos procedimentos de guerra. No Império Romano, é a mentalidade dos cidadãos, que não conheciam o mundo sem o seu Império (oikouméne — orbe habitado — Imperium) nem concebiam o Império sem a escravatura. Na época contemporânea, é o relativismo ou ceticismo público; é a utilização dos requintes da técnica para “lavar o crânio”, desfazer a personalidade, fomentar o ódio e a paixão. Não seria então possível que os medievais, com boa fé na consciência, tenham recorrido a medidas repressivas do mal que o homem moderno, com razão, julga demasiado violentas? Quanto à Inquisição Romana, instituída no Séc. XVI, era herdeira das leis e da mentalidade da Inquisição Medieval. No tocante à Inquisição Espanhola, sabe-se que agiu mais por influência dos monarcas da Espanha do que sob a responsabilidade da suprema autoridade da Igreja.


do blog : Ignem in Terram (Padre Demétrio)

SÃO VICENTE PALLOTTI, SANTO DO APOSTOLADO UNIVERSAL


O Evangelho deste terceiro Domingo do tempo comum, vem trazendo o relato do chamamento dos primeiros Apóstolos de Cristo. Ao mesmo tempo, no Sábado anterior, dia 22, vivemos a solenidade de São Vicente Pallotti, fundador da Sociedade de Vida Apostólica a que fazem parte os padres que servem esta unidade pastoral. A vida de cada santo não é outra coisa senão uma vocação bem sucedida, uma vez que todos temos a vocação à santidade. Desta forma, suas vidas nos estimulam a sermos aquilo a que somos chamados a ser: santos. Por isso, achamos por bem aproveitar a oportunidade e apresentar, ainda que sucintamente como é obvio, alguns de seus traços biográficos.

Pallotti nasceu no dia 21 de Abril de 1795, e foi o terceiro dos dez filhos de Madalena e Pedro Paulo Pallotti. Aos doze anos, pôs-se sob a direcção espiritual do Pe. Bernardino Fazzini, que soube comunicar-lhe os valores fundamentais da vida Cristã e ao mesmo tempo, percebeu a têmpera daquele que lhe era confiado, sabendo não extinguir o Espírito, mas acompanhando com cuidado os movimentos e inspirações da graça, daquele que, aos olhos de um desavisado, poderia parecer um exagerado, mas que, diante de um homem de fé, apareceu como o que na verdade era: um jovem com uma sede grandíssima de Deus. Fazzini foi o seu confessor durante trinta anos, até sua morte em 1837. A princípio, ao lado de sua grande piedade, o menino apresentava notáveis dificuldades nos seus estudos.  É atribuída a uma novena ao Espírito Santo, e é claro, a seu empenho nos estudos, a mudança deste quadro.

Estudou filosofia na Faculdade “Sapienza”. A teologia fê-la junto a grandes professores de sua época. Depois de quatro anos, consegue o diploma e foi designado “professor adjunto” pelo Mons. Cristaldi da Universidade “Sapienza”. Foi ordenado sacerdote no dia 16 de Maio de 1818. Cerca dez anos depois, retira-se da área do ensino para se dedicar plenamente ao ministério pa­storal. Intensifica a sua pregação em Roma e arredores. Grandes multidões o escutam com atenção, atraídas sobretudo pela sua vida exemplar. Concebe, mais tarde, o projecto da Pia Sociedade do Apostolado Católico, instituída no ano de 1835. Seu plano original não foi a congregação dos padres, mas uma associação de fiéis de todas as classes e condições, onde cada um, de acordo com os próprios talentos e os dons dados por Deus, e as condições particulares, se dedicasse com todo empenho possível ao Apostolado de Jesus Cristo. Dizia São Vicente Pallotti que o dom mais divino de todos os dons divinos derramados sobre os homens é o de colaborar com Deus e consequentemente com os demais, para a salvação das almas. Dizia ele: “Deus considera a perfeição e o acabamento das obras de acordo com as disposições do coração e a capacidade de suas criaturas. Sim, todos – grandes e pequenos, ricos e pobres, sacerdotes e leigos, que vivem em comunidade ou individualmente – podem, a partir de sua posição, isto é, a partir do estado ao qual Deus os chamou, exercer de algum modo, mas sempre com mérito, o apostolado de Jesus Cristo.” (OOCC IV, 182)

Foi grande incentivador da Imprensa religiosa, que era o que se pode dizer, o  “mass mídia” de sua época. Foi director espiritual e confessor de vários seminários, sacerdotes, casas religiosas de irmãs e até conselheiro dos Papas Gregório XVI e Pio IX.

Além disso, Pallotti se distingue também pelas suas obras de caridade: socorre os enfermos, os encarcerados, órfãos e as viúvas. Funda institutos para acolher meninas abandonadas, dedica-se à educação dos jovens. Fundou escolas nocturnas para os pobres artesãos. Ao director espiritual e àqueles que o queriam ainda em vida, por ocasião de sua última doença, o Santo res­ponde: –“Por caridade, deixem-me ir onde Deus me chama”. Ele morreu na noite do dia 22 de Janeiro de 1850 na casa junto à Igreja San Salvatore in Onda, Via Pettinari, em Roma. A multidão comovida e aflita se reúne para dar a última saudação ao tão amado sacerdote.

Em 1887 Leão XII o declarou venerável. Em 1932 Pio XI proclamou a heroicidade de suas virtudes. Em 22 de Janeiro de 1950, no centenário de sua morte, Pio XII o proclamou Beato dando-lhe o título de “honra e decoro do clero romano”. Durante o Concílio Vaticano II, a 20 de Janeiro de 1963, presentes centenas de bispos, João XXIII o inscreve no álbum dos santos.

Para as células de Evangelização:
João Paulo II disse certa vez aos jovens que a nossa geração precisa de “santos de calça de ganga (Jens)”. Pallotti talvez diria hoje: “…precisamos de apóstolos de calça de ganga”. Quais são as características do apóstolo de hoje? Estou disposto a sê-lo?
Pe. Marcelo SAC

Santo Sorriso e da Alegria espiritual (São VIcente Pallotti)

Do Caráter distintivo do Santo Sorriso e da Alegria espiritual que deve resplandecer nas SS. Casa da Congregação.

“O sorriso santo e a alegria spiritual são frutos preciosos dos dons do Espírito Santo e por isso, uma das características distintivas dos verdadeiros Servos do Senhor;
e porque no Redentor Divino reside o Espírito Santo em sua plenitude, e acima de todas as criaturas, reside em sua Esposa Maria SS, e com grande distinção entre os Santos, reside no Patriarca São José, pode-se dizer que a Casa de Nazaré era aquela, que entre todas, se caracterizava pelo santo sorriso e pela alegria espiritual.


Se nas SS. Casas da Congregação da Pia Sociedade não se visse resplandecer o mais amável sorriso e a mais santa alegria,
faltaria naquelas Casas uma das mais luminosas características que a tornariam, verdadeira e eficazmente, uma imitação da Família da Casa de Nazaré.
Por isso, todos com a mais perfeita observância das Regras, procurando receber plenamente os dons do Espírito Santo, e procurando aproveitar destes mesmos dons...
todos deverão também transbordar dos preciosos frutos destes dons; e como entre os frutos indicados um é a Felicidade Espiritual –
que produz nos verdadeiros servos de Deus, um santo sorriso e uma alegria espiritual –
assim, deve resplandecer assim nestas casas e nestes servos em um modo todo particular”.

(tradução livre do original em italiano)
San Vincenzo Pallotti, OOCC II, 162-163.

Um abraço forte!
Um sorriso largo!
Uma oração na alegria!
 Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC

sábado, 22 de janeiro de 2011

"O prefeito é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos" - Teresópolis

Bruno Boghossian e Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo
RIO e TERESÓPOLIS - De um lado, donativos que chegam às toneladas de todo o País; de outro, a falta de entrosamento entre a prefeitura de Teresópolis e organizações que tentam fazê-los chegar de modo mais eficiente a quem precisa, como a Cruz Vermelha e a Igreja Católica, cuja iniciativa, segundo voluntários, está sofrendo obstrução por parte do poder público. Até médicos foram impedidos de trabalhar. Enquanto isso, milhares de desabrigados ainda têm dificuldades para conseguir água, alimentos e artigos básicos para sua sobrevivência.
Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE
Moradores do bairro de Campo Grande, em Teresópolis
Hoje, voluntários da Cruz Vermelha relataram que funcionários da prefeitura tentaram impedir a saída de carregamentos do galpão montado pela organização internacional no centro da cidade. A prefeitura nega. "Está acontecendo uma briga de egos aqui em Teresópolis. A prefeitura determinou que nada pode ser entregue sem sua autorização", disse Jairo Gama, um dos cem voluntários da Cruz Vermelha em atividade na cidade.
Numa reunião entre as duas partes, a prefeitura decidiu que iria centralizar a entrega do material. A Cruz Vermelha, no entanto, acredita que tenha condições de fazer um trabalho mais direcionado, já que dispõe de informações precisas sobre as necessidades de cada localidade.
Apesar da intervenção da prefeitura, a Cruz Vermelha continuou fazendo entrega de material hoje - montou um ponto de distribuição em outro ponto da cidade. "O que a gente quer é evitar o desperdício. Por exemplo: não adianta entregar 30 quilos de arroz a uma pessoa de uma vez só", explicou Luiz Alberto Sampaio, presidente da Cruz Vermelha no Rio.
O prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek, negou que houvesse qualquer problema de entendimento. "Uma operação como esta precisa de um comando centralizado. Está todo mundo cooperando. Não temos dificuldade com ninguém", afirmou. Mas no domingo, segundo relatos de voluntários, até a polícia teria, a mando da prefeitura, tentado impedir a saída de um caminhão.
Mesmo médicos que estão em Teresópolis para prestar atendimento gratuito à população sofreram impedimento de sair da base da Cruz Vermelha por funcionários da prefeitura. Isso ocorreu hoje de manhã. À tarde, numa reunião, ficou definido que a Cruz Vermelha atuará no atendimento nas cinco localidades mais castigadas. Mas a princípio estaria impedida, oficialmente, de entregar donativos.
A prefeitura de Teresópolis está sendo acusada também de impedir a distribuição de donativos por parte da Igreja Católica. Segundo o padre Paulo Botas, integrantes da comunidade católica que foram até o estádio Pedrão ouviram de funcionários municipais que "nenhuma igreja católica de Teresópolis iria receber doações". A prefeitura desmente a informação - diz que a religião dos desabrigados não é fator levado em consideração.
"O prefeito é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos", critica o padre, da igreja do Sagrado Coração de Jesus de Barra do Imbuí, área bastante afetada pelas chuvas. Ele contou que foi alugado um galpão na frente da igreja, para onde seriam levados roupas e alimentos que emissários recolheriam do montante estocado no Pedrão.
Sem querer entrar em detalhes sobre a religião do prefeito, o padre Mario José Coutinho, decano da Diocese de Petrópolis, disse que a situação é de boicote à Igreja Católica. "É surreal, uma ofensa, uma vergonha. Transformaram uma questão humanitária em religiosa". Nesta terça, antes de rezar uma missa de sétimo dia no Imbuí, o bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro, terá uma reunião com o prefeito para discutir o assunto.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O lado obscuro da fecundação “in vitro”

O lado obscuro da fecundação “in vitro”
Observadores não católicos denunciam um novo mercado com violações éticas

Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA, quinta-feira, 27 de maio de 2010 (ZENIT.org).
É muito conhecida a oposição da Igreja Católica à fecundação in vitro (IVF), mas, recentemente, algumas destas práticas estão sendo questionadas até mesmo por observadores que não são identificados no ensino católico.
Um artigo publicado dia 10 de maio no New York Times considerava o tema de pagar mulheres para produzir óvulos para outros casais. Mencionava uma recente publicação de uma revista de bioética, The Hastings Center Report, que descobriu que o pagamento para mulheres jovens normalmente é feito de acordo com critérios industriais.
O estudo, de Aaron Levine, professor adjunto de políticas públicas no Georgia Institute of Technology, descobriu que um quarto dos 100 anúncios de óvulos publicados em jornais ofereciam mais de 10.000 dólares, limite estabelecido como quantidade máxima pela American Society for Reproductive Medicine.
Oferece-se mais dinheiro às mulheres de universidades prestigiadas e às que estão acima da média nos exames acadêmicos.
De acordo com o New York Times, quase 10.000 crianças nasceram em 2006 graças à doação de óvulos, cerca do dobro do ano 2000.
O artigo também fazia referência à preocupação com os riscos para a saúde das doadoras, principalmente porque as mulheres jovens podem não ser conscientes da seriedade de alguns destes efeitos secundários.
Os riscos à saúde foram explicados em um artigo publicado dia 3 de março na LifeNews.com. No mesmo, Jennifer Lahl, presidente do Center for Bioethics and Culture Network, encorajou as mulheres a repensar quaisquer planos que tivessem de doar seus óvulos.
 Riscos
Os possíveis riscos incluem infarto, infecções, câncer e perda da fertilidade futura, Lahl advertiu.
Também sustentava que a doação de um óvulo não é semelhante à doação de um órgão. Neste segundo caso o doador assume riscos para salvar um enfermo ou um moribundo. Em contraste, a receptora de um óvulo não está doente, mas está comprando um produto.
"A sociedade condena legitimamente a venda ou pagamento por órgãos, para prevenir abusos e salvar vidas, enquanto isso grandes somas são dadas em pagamento às mulheres doadoras de óvulos, explorando suas necessidades por dinheiro", afirmou Lahl.
Não só se incentiva às mulheres universitárias a venderem seus óvulos.
Ano passado, em uma conferência sobre fertilidade, a professora Naomí Pfeffer advertia que as mulheres de países pobres estão sendo exploradas em uma espécie de prostituição pelos ocidentais que estão desesperados para ter filhos, informava o jornal Times em 19 de setembro.
"A relação negocial é análoga à de um cliente e uma prostituta", afirmava. "É uma situação sem igual porque é o único exemplo no qual uma mulher explora o corpo de outra mulher", comentava Pfeffer.
 Mães de aluguel          
Outra prática que está sendo criticada é a das mães de aluguel. A Índia é um destino popular para os casais que buscam mulheres que carreguem seus filhos. Uma razão que favorece isto é a falta de leis que regulem o procedimento, algo sublinhado em um artigo publicado no jornal Times of India dia 11 de maio.
O artigo contava como, pela terceira vez no último ano e meio, crianças nascidas de mães de aluguel indianas sofreram dificuldades na hora de serem legalmente reconhecidos nos países dos seus pais genéticos.
Primeiro foi o de um bebê de um casal japonês, que levou seis meses pra ser resolvido, e, então, o de um casal alemão que teve que esperar meses pela cidadania do bebê nascido de uma mulher indiana. O último caso foi de um casal homossexual israelita que pediu a cidadania para seu filho de dois meses.
O artigo mencionava peritos que afirmavam que tais problemas não ocorreriam se a lei que tem sido debatida durante os últimos cinco anos fosse aprovada.
Um artigo publicado em 9 de maio no Sunday Times analisava a situação das mães de aluguel na Índia. Falava de Akanksha Infertility Clinic na cidade de Anand, dirigida pelo doutor Navana Patel e sua esposa, Hitesh. Desde 2003, 167 mulheres deram à luz 216 bebês nesta clínica, com outras 50 mães de aluguel atualmente grávidas.
Os casais pagam mais que 14.000 libras (20.682 dólares), dos quais um terço vai para a mãe de aluguel. As mulheres normalmente pertencem à casta inferior e vêm de aldeias pobres. De acordo com Sunday Times, a quantia que recém equivale a 10 anos de salário.
O artigo também explicava que na clínica de Anand, uma vez que as mães de aluguel ficam grávidas, passam a viver em "confinamento" e só podem sair para as consultas médicas. A seus maridos e filhos é permitida a visita aos domingos. Sunday Times relatava a angústia que sente as mulheres ao serem separadas de suas próprias crianças e o impacto emocional quando têm que entregar seu filho gerado.
Um artigo de 26 de abril publicado pelo jornal Toronto Star esboçava algumas perguntas sobre a situação na Índia. Em um caso, um casal canadense pagou a uma mulher da Índia como mãe de aluguel, mas quando os funcionários canadenses ordenaram testes de DNA nos gêmeos recém-nascidos, resultou que, ao invés dos óvulos fertilizados do casal, as crianças haviam nascido de outro casal desconhecido. É provável que agora os gêmeos sejam enviados a um orfanato.
 Problemas legais
A parte da preocupação com a exploração das mulheres, o fenômeno das mães de aluguel está causando problemas legais complicados. Wall Street Journal considerava alguns dos extremos relacionados em uma reportagem 15 de janeiro.
No EUA oito estados aprovaram leis que proíbem em parte ou totalmente os contratos de mães de aluguel. Os tribunais de alguns estados rejeitaram dar validade a estes contratos, enquanto dez estados aprovaram leis que autorizam a maternidade de aluguél.
Alguns dos conflitos têm haver com discordâncias nos direitos das mães de aluguel, explicava o Wall Street Journal. Em dezembro, o juiz do estado de Nova Jersey, Francis Schulz, dizia em uma sentença que, apesar de ter sido firmado um contrato transferindo seus direitos maternais, Angelica Robinson teria tais direitos relativos ao bebê entregue a um casal homosexual, Donald Robinson-Hollingsworth e Sean Hollingsworth. Robinson é a irmã de Donald Hollingsworth.
Em seguida, veio uma outra torção para complicar o assunto, em um artigo de 26 de janeiro do New York Times que esboçava a questão: se um bebê pode ter três progenitores biológicos.
As recentes experiências de cientistas produziram macacos com um pai e duas mães, porque foi combinado material genético de óvulos das duas fêmeas. Se isto fosse feito com humanos, complicaria ainda mais as disputas pela maternidade de aluguel, afirmava o artigo.
 Vida e amor
O uso de mães de aluguel e de terceiras partes na fecundação in vitro foi um dos temas tratados em um documento publicado em novembro passado pela Conferência Episcopal do Estados Unidos.
Em "Amor que dá Vida em uma Idade de Tecnologia", os bispos mostravam sua proximidade aos casais que sofriam devido a problemas de fertilidade, mas indicavam que nem todas as soluções respeitam a dignidade da relação matrimonial do casal. O fim não justifica os meios e algumas tecnologias reprodutivas não são moralmente legítimas, eles afirmavam.

O documento encorajava a resistir à tentação de ter filhos produzidos ou feitos, como produtos da tecnologia. "As próprias crianças podem chegar se verem como produtos de nossa tecnologia, tal como bens de consumo, pelos quais os pagaram e têm ‘direito' de esperar - e não como pessoas íntimas, iguais em dignidade aos seus pais e destinadas à felicidade eterna com Deus", apontava.
Além do mais, introduzir terceiros, usando óvulos ou o esperma de doadores, ou pela maternidade de aluguel, viola a integridade da relação matrimonial, da mesma forma que seria violada com as relações sexuais com uma pessoa fora do matrimônio.

"As clínicas de fertilidade demonstram falta de respeito aos homens e mulheres jovens quando os tratam como bens, ao lhes oferecer somas grandes de dinheiro para doarem esperma ou óvulos com traços intelectuais, físicos ou pessoais específicos" acrescentava o documento.
Os bispos também observavam que estes incentivos monetários podem levar as mulheres a pôr em perigo a saúde durante o processo da extração de óvulos. Na realidade, há muitas boas razões para esboçar objeções sérias à fecundação in vitro.

Recordando + um de nossos Retiros....


























1° Retiro Do CPL de 2007 | São "Padre" Pio

Lembranças do Retiro


Retiro de 2009 | Pregação do Pe. Akácio

Lembrança do Retiro


Retiro de 2009 | Santa Missa, o paraíso do calvário!

Retiro de Carnaval da Paróquia





FICHAS
Secretaria da Paróquia (2616-2650)
Carlinhos e Beth - Matriz (3603-0191)
Ruth - Capela São de Sebastião (8212-9524)
Tios Sérgio e Renata - Capela São Sebastião (2616-8286 / 9218-4866)
Léo - Matriz e Capela N. Sra. Aparecida (9392-8230)